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Review de Diego Antunes

Ela é a Supergirl, só que um pouco mais Bizarro.

Para quem não lembra (ou não conhece) a frase utilizada acima é a mesma de Smallville, do episódio Phantom, na sexta temporada – com algumas modificações, claro. E você pode se perguntar por que raios uma frase de Smallville teria relevância na review de Supergirl? Bom, primeiro porque eu quis. Segundo por que há algum tempo atrás eu me deparei com um comentário dizendo que a série nada mais era do que uma versão feminina do Superman, com histórias do Super e vilões do último filho homem de Krypton. Verdade seja dita, existem sim diversos elementos da mitologia do Kal-El dentro da série da Kara Zor-El, não tem como negar, mas também não existe motivo algum para esta caraterística afetar a série negativamente. E talvez a grande maioria dos fãs não esteja conseguindo perceber o óbvio: Se não for através de Supergirl [série], algumas das melhores histórias de ambos os personagens, primo e prima, jamais veriam a luz do dia em uma adaptação live action.

Supergirl entrega a carga emocional necessária para construir momentos grandiosos para a televisão, mas que não se encaixam na proposta de um filme blockbuster com personagens “invencíveis”. Sem uma série para chamar de sua, parte da mitologia de 83 anos do personagem Superman, com histórias incríveis como a criada por Alan Moore e que será adaptada já no próximo episódio ‘For the girl who has everything’, não seria ao menos cogitada para um primeiro rascunho de roteiro. Também não é segredo para ninguém a tática mais recente da Warner, que anda blindando com força personagens que serão utilizados no cinema. Arrow e Esquadrão Suicida estão aí para não me deixar mentir. Sendo assim, quais as chances de ter histórias mais “calmas” sendo transferidas para a telona? Praticamente zero. O Superman do cinema precisa enfrentar ameaças dignas de um pandemônio, ao passo que Supergirl pode se dar ao luxo de ter problemas mais íntimos.

E são os problemas mais íntimos que transformam uma série com potencial em algo interessante. Pode não ser para muitos, mas Supergirl representa um papel extremamente importante dentro de sua proposta. Ter uma personagem mulher carregando histórias criadas para um homem pode soar ofensivo para a parcela menos inteligente do “clubinho exclusivo” das histórias em quadrinhos, contudo, em alguns casos, é a única forma de ter uma criação bem próxima de algo que jamais conseguiria o destaque necessário. E não é também por não ter histórias atrativas o bastante, Supergirl também tem, mas em menor escala, ou então intimamente conectadas a tramas avançadas demais para uma primeira temporada.

Bizarro é o tipo de vilão que carrega um potencial enorme dentro de qualquer produção. Ter um personagem como a Kara, extremamente altruísta, bondosa e sempre preocupada com o bem estar de todos à sua volta compete a sua cópia um espectro de interpretação bem mais diversificado para a atriz. Melissa está desde o começo da série exacerbando sua competência e talento. Foram ótimas sequencias em episódios passados, com cenas carregadas de sentimento, como por exemplo, Red Facede Human for a Day. Mas às vezes o que mais queremos é ter um pouco de diversão. E Bizarro serviu exatamente para isso. Melissa pôde colocar sua máscara de Biscoito, tirar qualquer sentimento da Supergirl e entregar algo digno de um androide. E não é sempre que uma série permite ao seu elenco brincar na pele do personagem, muitas vezes elas prezam por uma seriedade e sobriedade que apaga qualquer chance de um entretenimento mais leve e brincalhão.

Até agora Supergirl andou meio fraca de vilões/vilãs. Curto-Circuito foi a que mais impôs algum tipo de ritmo para um episódio, mas sumiu rapidamente. Astra, seu marido, Tornado Vermelho, foram inimigos que surgiram para fazer a Supergirl brilhar, mas não conseguiram roubar o holofote. Bizarro possui uma história trágica e por isso desenvolve melhor uma personalidade exclusiva, mesmo quando seu único objetivo é destruir a Supergirl. Aquela é uma criança tutelada por um vilão, com sentimentos puros, mas criação distorcida. Além de agir para reforçar o traço nobre da personalidade da Kara, Bizarro trilha um caminho próprio e termina como a injustiçada que realmente é. Enquanto Alex quer finalizar a ameaça, Kara quer compreendê-la e essa separação entre agente do DEO e heroína nada mais é do que o tão necessário desenvolvimento de personagens.

Claro que outros também tiveram o tão sonhado aprofundamento em destaque. Desde o começo da série Alex tem questionado figuras de autoridade. Foi dela a ideia de um motim contra o Hank, antes de descobrir sua verdadeira origem. Neste episódio mais uma linha foi cruzada pela primogênita do clã Danvers. Ao apreender Maxwell Lord, Alex fez uma jogada extremamente perigosa. Dificilmente o vilão ficará enclausurado por muito tempo, é só uma questão de quando e como, e a julgar pelo final do episódio, talvez a planta tenha sido sua forma de lidar com a possibilidade de prisão. O grande problema surgirá no próximo passo que Alex será “forçada” a tomar após este com Lord. Aos poucos a personagem chega cada vez mais perto de uma quebra total de seus ideais. Um caminho que com certeza competirá uma nova dinâmica para Supergirl.

Porém, quem ganhou uma face verdadeira foi Maxwell Lord. Ainda não temos quase nada a respeito do passado do empresário. Existe um discurso que leva a entender que parte da tragédia da sua vida veio pelas mãos de alguém com superpoderes, mas não sabemos como. Os seus métodos, entretanto, são carregados de erros. Também é interessante ver que tanto ele quanto Alex possuem formas próprias de lidar com a ameaça. Alex se rebela. Lord cria saídas. Talvez tenha sido por isso que a aproximação inicial foi tão forte entre os dois. Só que Lord já vinha sendo pintado como vilão desde que decidiu chantagear um pai de família com o tratamento médico de seu filho, forçando-o a amarrar uma bomba no próprio peito. Não restavam dúvidas de que mais cedo, ou mais tarde, ele sujaria as mãos completamente. Bom, ele ainda não chegou a sujar e é bem interessante ter esse tipo de manipulação, mas obviamente seus ideais nobres já escorreram pelo ralo.

Supergirl continua mostrando extrema força em seu roteiro e ótima condução dos dramas pessoais de seus personagens. Do relacionamento entre Kara e Adam eu não cheguei a me importar tanto. Foi tudo muito corrido e apressado para realmente me fazer querer algo além. Creio que a passagem do pródigo Grant servirá mais para criar um atrito entre Cat e Kara do que realmente impor um possível amor épico. Pelo menos descobrirmos que tudo o que o Winn precisava era de um fora para mostrar o quão maduro ele realmente é, apesar de ainda achar um pouco cedo para a Kara ficar lendo mensagem do novo paquera na frente do amigo e para o amigo aconselhar o outro, que está namorando, a largar tudo e ir atrás da garota que ele quer.

Easter eggs e outras informações

– Foram feitas menções ao monstro mais famoso da literatura, Frankenstein. Em determinado momento Maxwell Lord diz: “Está viva/It’s alive”. Também existiu o laboratório Prometheus, que é uma conexão ao marido de Mary Shelley, autora de Frankenstein e que escreveu Prometheus Unbound.

– Prometheus também é o nome do personagem da literatura grega que desafiou aos deuses e presenteou a humanidade com o fogo.

– A primeira aparição do Bizarro foi em 1958, na revista Superboy #68. Esta versão inicial recebeu os poderes kryptonianos após a exposição ao raio duplicador. Já na era de prata o personagem foi criado em Krypton e fazia parte do projeto de desenvolvimento de um exército facilmente controlável. Em Smallville, porém, Bizarro foi uma espécie de espírito aprisionado na Zona Fantasma e que copiou o DNA de Clark Kent, assumindo sua aparência e poderes. Em algumas versões ele foi criado por Lex Luthor e em outras a criatura é parte de um povo refugiado do planeta de mesmo nome.

– A kryptonita azul já teve outras versões. Em Smallville ela foi utilizada para retirar os poderes de Clark Kent, através das mãos de seu tio Zor-El. Já em Superamigos ela revertia o efeito de envelhecimento provocado pela vermelha. Na fase pré-crise a K azul foi criada pelo Superman de forma parecida com a de Supergirl, invertendo as propriedades da verde. Também é interessante notar que após a crise, a kryptonita azul passou a conferir inteligência para Bizarros, um efeito que parece ter sido utilizado em Supergirl.

– Opal City, a cidade de Adam, também é lar do Starman e Homem Elástico. Opal já foi mencionada em Flash e Arrow.

– A frase utilizada por Maxwell Lord: “Pela verdade, justiça e o estilo de vida americano” faz parte do cânone do Superman.

– Supergirl continua como a série que possui os melhores efeitos e lutas entre superpoderosos em toda a categoria de adaptações de histórias em quadrinhos.

– Como já foi confirmado pelos produtores executivos de Flash e Supergirl, em março existirá a introdução de Grant Gustin como Flash na série da Supergirl.

Créditos: Série Maníacos

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