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Review de Diego Antunes

Um excelente episódio para a triste história de J’onn J’onzz.

Não me canso de ser feliz e estar feliz com cada novo episódio de Supergirl. Semanalmente a série mostra que é muito mais do que uma produção adaptada de uma revista em quadrinhos, mas sim uma verdadeira homenagem ao melhor que o ser humano tem, mesmo que muitas vezes na imagem de uma alienígena. A série nunca esquece que Supergirl é uma heroína e no final do dia, enquanto não está batalhando alienígenas raivosos ou robôs temperamentais, ela está salvando famílias, apagando incêndios. É muito bom ver este lado da personagem sendo explorado e apenas solidifica a minha visão de que ela é muito mais digna da alcunha Super do que qualquer outra interpretação da família kryptoniana no cinema. Porém, o melhor de Strange Visitor From Another Planet não é a Kara, mas o brilhante trabalho de Calista Flockhart e David Harewood.

Boa atuação é quando você começa a pensar na personagem como uma pessoa real, a antecipar seus movimentos e compreender suas ações. Boa escrita é quando os roteiristas não se esquecem das características destes personagens, criam histórias que os façam evoluir e principalmente, não nos deixam levantar a seguinte constatação: “Ele/ela não faria isso”. Supergirl possui ambas as características, mérito de Melissa Benoist e também da equipe técnica da série. É interessante ver como hoje ela é a responsável por ser a Supergirl e não apenas interpretar alguém com o nome da heroína clássica. A compreensão que a atriz tem a respeito da Kara é gigantesca. Tire os períodos em que a a última filha de Krypton está uniformizada, sua confiança, garra e instinto são gigantescas. Já na pele de Kara a assistente é medrosa, instintivamente insegura e atrapalhada. A única característica preponderante para ambas é a preocupação absoluta com o bem estar de todos a sua volta. E a transição é bem feita e muito condizente, por exemplo, com a vida de uma mulher nas mais diversas profissões. Não é algo raso, mas sim digno de louvor por diferenciar bem heroína de civil, um discurso que destaca a necessidade de uma âncora, já que Kara não deseja ser a Supergirl vinte e quatro horas por dia.

Méritos também para Calista Flockhart. Até a “demissão” da Kara veio de forma apropriada, algo que qualquer chefe faria, independente do motivo alegado. Contudo, como já ficou claro desde o início da série, a Cat respeita a Kara exatamente quando ela domina a ação e cria “asas”. Quanta humanidade, quanta vulnerabilidade. Cat flutuou neste episódio com a abertura de um aspecto que a personagem já havia ensaiado antes, mas sem tanto peso quanto agora. Lá no passado nós vimos que sua relação com a mãe e consequentemente a forma com que ela observa o mundo a sua volta foi um divisor de águas para uma personagem que (aparentemente) só servia como voz ativa no discurso de empoderamento feminino dentro da série. Hoje, ao observar a evolução de Cat, o resultado é pura felicidade e satisfação. Seu encontro com Adam foi ótimo. Melhor ainda a maneira fraca e vulnerável que ela se portou, novamente graças ao brilhantismo de Calista, uma ótima e poderosa atriz. Assumir que aquela super empresária não é a pessoa perfeita que todos (inclusive ela) acreditam é um avanço fenomenal no aprofundamento da presidente da CatCo.

Outro ator que elevou a carga emocional e dramática do episódio foi David Harewood, o Caçador de Marte. A história da sua família sempre é trágica, não importa a mídia em que ela é recontada. Não poderia ter sido diferente na série, e realmente não foi. O inteligente roteiro de Michael Grassi e Caitlin Parrish conseguiu trabalhar imagens próximas a do próprio holocausto, mas sem ser ofensiva ou extremamente clichê. E sejamos honestos, inserir uma cena tão conectada a um dos momentos mais tristes e sombrios da humanidade poderia facilmente ter saído do controle. Os flashes rápidos e bem colocados não deixam a mensagem transbordar, ela é contida, direta e emocional. É auxiliado por um bom texto que um excelente ator tem a chance de brilhar. Harewood brilhou além do esperado, dominando com facilidade os extremos de seus sentimentos. De seu choque inicial capaz de deixar o competente e experiente marciano paralisado, até o seu discurso emocionado e por fim chegando a revelação final de que J’onn vê Kara e Alex como suas duas filhas, tudo funcionou perfeitamente.

É engraçado também notar que o episódio escolheu representar um político que é a própria imagem do Donald Trump. Aqui na série como a senadora Miranda Crane, interpretada por Tawny Cypress – Que eu odeio desde Simone Deveaux, em Heroes. A ideia de construir uma redoma protetora ao redor da terra e evitar a entrada de alienígenas é a proposta do candidato a presidência, mas neste caso com mexicanos, muitas vezes chamados de aliens. Supergirl é uma série que não age com sutileza, ao contrário, quando ela decide colocar o dedo na ferida, quer seja do machismo, ou da xenofobia, ela o faz sem dó ou piedade, da forma mais didática possível para que não existam dúvidas. E é exatamente o que eu amo na produção, essa falta de medo de tomar uma posição e mostrar sua verdadeira cor.

Ainda faço parte da parcela de telespectadores que não entende o excesso de críticas negativas que ainda leio a respeito da série, especialmente vindas de pessoas que já nem acompanham mais a produção (vai entender). O principal é ver que um episódio como Strange Visitor é carregado de emoção, com ótimas cenas de luta, bem longes da sofrível batalha aérea contra a Astra e especialmente, com espaço para que Cat e J’onn adicionem novas camadas de personalidade para a história já muito bem construída de Supergirl. Mais um episódio, mais um excelente trabalho para uma produção tão cheia de personalidade e emoção. E que venha Bizarro Girl.

Easter Eggs e outras informações

– J’onn J’onzz tem 317 anos de idade

– O título do episódio faz menção a frase utilizada na chamada da série ‘As aventuras do Superman’ na TV e rádio: “… um estranho visitante de outro planeta, com poderes e habilidades muito além das de um homem normal”.

– Nos quadrinhos os marcianos brancos já tentaram tomar a Terra uma vez, infiltrando-se nas lideranças do planeta. A primeira aparição da raça foi em JLA #1 de 1997.

– Além dos marcianos verdes e brancos também existem os amarelos e os chamados marcianos de fogo.

– Por falar em marcianos brancos, a mais famosa da raça é conhecida como Miss Marte, integrante dos Jovens Titãs e Liga da Justiça Jovem. A personagem tomou forma de uma marciana verde para poder trabalhar como heroína.

– Tchau, Winn! (Mas parabéns pela maturidade)

– Amo Kara e Alex conversando no sofá, com potes de sorvete e muita amizade, mas estou louco para ver as duas fazendo qualquer outra coisa. Quem sabe em um barzinho, ou fazendo o mercado da semana?

– “Eu vou ouvir os gritos da minha família até o dia da minha morte” – O momento em que meu coração esfarelou.

Créditos: Série Maníacos

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