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Review de Diego Antunes

Com a Supergirl não se brinca.

Chegou o momento de deixar de lado a heroína e focar em quem fica nos bastidores. Com essa abordagem em Childish Thing, a história de Winn finalmente recebe a devida atenção dos roteiristas, em um episódio extremamente satisfatório e que coloca a Supergirl de lado, em função de uma dinâmica mais centralizada em quem não está voando por National City. Em outras palavras, este foi o momento em que Supergirl provou sua capacidade de mudar seus personagens e também exemplificou como funciona sua programação e progressão de roteiro, que partiu de um ponto bem comum no começo da série e que hoje já está com ramificações bem complexas. O melhor de tudo? Conhecer a capacidade da produção em ir a lugares pouco habituais.

Childish Things começa dando um propósito para Lucy Lane. Até então a personagem estava servindo apenas de arresta e bom, todo mundo sabe o final de uma aresta em qualquer estrutura, não é mesmo? Por sorte Lucy não foi aparada, mas ganhou um propósito. Cortesia da Cat, que apesar de dura é uma verdadeira mãe para todo mundo, com exceção dos homens, especialmente se eles forem brancos. Enfim, o ponto chave aqui é a verbalização de tudo o que eu estava pensando sobre Lucy desde sua introdução: Ela só está ali por causa do James. Quando a vimos vestida e preparada para a ação no episódio do Tornado Vermelho, eu simpatizei bem mais com a imagem daquela mulher, apesar de não ter gostado muito de como ela lidou com a presença da Supergirl. Só que ao pedir demissão e sair da barra do pai, ela acabou como muitos assuntos terminam em Supergirl, esquecida. Espero que a sua recém contratação force situações mais elaboradas e que tudo não fique limitado a um episódio centralizado, para depois cair no vácuo reservado aos personagens e assuntos que os roteiristas da série esquecem.

Enquanto isso a trama do Winn com o pai seguiu a cartilha básica entre filho “mocinho” (ainda não temos tanta certeza assim) e pai vilão. O que surgiu mesmo de interessante foi o momento em que o amigo confessou para a amiga seus verdadeiros sentimentos, através de um beijo não correspondido e um discurso magoado. Eu gosto bastante do Toyman, não se engane, mas depois de três encarnações do personagem, em Lois & Clark, Smallville e Arrow, eu meio que cansei do vilão fabricante de brinquedos. Contudo, com a introdução de Winslow “Winn” Schott Jr., meio que já estava telegrafado que em determinado período a série iria lidar com o fantasma do caricato Homem-Brinquedo. O formato escolhido também não guardou nenhuma surpresa, o que vimos foi o básico e não muito distante das outras séries que escolheram adaptar o vilão, figurinha carimbada no meio heroico. Esta introdução, porém, serviu para dar um destaque maior para Winn e retirar, pelo menos rapidamente, os holofotes da Supergirl.

Foi extremamente válido acompanhar mais do desenvolvimento de um personagem que está ao lado da heroína e agindo como suporte desde o piloto. Merecidamente a história não ficou restrita apenas a interação problemática entre pai e filho, mas atenuou a presença de um fantasma que muitos de nós sentimos praticamente a vida toda, especialmente se você for fruto de um lar abusivo. Não querer se transformar nos seus pais é sim um temor recorrente na vida de várias pessoas.

O ideal é que Supergirl, a série, seja capaz de demonstrar que seus discursos de empoderamento não são retirados de um manual, mas sim parte fundamental da série, como tem sido exibido semanalmente. Será uma grande pena e um desserviço enorme se a rejeição de Kara, de alguma forma, for a responsável pela transformação de Winn em um futuro Toyman. É uma mensagem que precisa ser passada, de um clichê que já deveria ter sido quebrado a muito tempo. O medo de rejeição, ou o medo de rejeitar, não deveria existir, por mais doloroso que seja o sentimento desencadeado no momento do não. Quero que a série trate este assunto com a devida maturidade e não coloque uma carga de culpa em Kara por ela não atender as expectativas de um homem. Afinal, dependendo da abordagem da série nós conseguiremos ver a opinião dos roteiristas para com o tema ‘apenas amigos’. Será ele o responsável por criar um vilão? Espero que não.

Agora irei dedicar um parágrafo inteiro para reclamar de uma personagem em particular, a Alex. Então se ela for sua queridinha do coração, aconselho pular para o próximo. Me dói ter que puxar o tapete de alguém tão especial, mas a série andou brincando um pouco com as minhas expectativas para com a personagem neste episódio, e em menor número nos anteriores. Alex começou a série como uma das melhores agentes do DEO, boa o suficiente para ser a substituta de Henshaw, mesmo antes de conhecer sua identidade secreta. Como o Maxwell Lord consegue colocar em sua bolsa uma visível câmera com microfone e ela não perceber? Eu sei que a série quis fazer uma brincadeira com o excesso de confiança da agente ao fazê-la desprezar a pretensão de Lord e colocá-lo como um menino rico com aspirações de divindade, mas isso é meio que o básico no cursinho preparatório de espiões, não é? Segundo ponto: Em uma série que sempre prezou pelo discurso da aceitação em detrimento do julgamento machista preponderante em tantas outras séries, colocar a Alex para dizer que as garotas Denver são um perigo, é meio que jogar um pouco de sal na ferida da irmã mais nova. Um comportamento bem atípico para a personagem.

O que surgiu de bom dessa interação e da cena final é que agora teremos mais combustível para o embate entre Supergirl e Lord. O primeiro episódio de fevereiro será o intitulado Bizarro, no qual aquela misteriosa menina despertará com poderes de Supergirl (imagino). Bom, o que Maxwell precisava para conseguir transformar seu plano em realidade era o combustível que a Supergirl precisa para conseguir dar cabo de seu adversário, a própria Alex. Agora que o segredo está revelado Maxwell poderá utilizar o relacionamento entre as Denvers para criar a tensão, ou até mesmo a moeda de barganha definitiva na vida de ambas. Enquanto isso não acontece, eu vou continuar achando a interpretação do J’onn J’onzz a melhor infusão de personalidade do magnata Lord desde sua apresentação, algo que salienta a visão de que a culpa não é do Peter Facinelli, coitado.

De forma geral este episódio serviu para chacoalhar o status quo dos personagens, além de dar aquela balançada na vida pessoa da Kara. Winn, Alex e Kara (preciso de mais maratonas e pizzas para as duas, ASAP), Lucy e James, além do fantasma de J’onn J’onzz, todos terão uma nova gama de sentimentos e histórias para desenvolver a partir de agora, algo de suma importância para a série e sua progressão. Também é bom lembrar que já consumimos meia temporada de Supergirl e que agora faltam exatos dez episódios para a conclusão do ano de estreia da série. Que venha a renovação!

Easter eggs e outras informações

– Que a próxima encarnação do Homem-Brinquedo seja a mesma de Superman Animated Series, em que o vilão tem o rosto de um boneco, sempre sorrindo e que até hoje me dá muito medo.

– Já está mais do que óbvio que Supergirl é o equivalente da era de prata dos super-heróis, mais leve e sem noção do que as produções sombrias e realistas como Demolidor, Jessica Jones e por um breve período, Arrow. Também é nesta Era que o realismo praticamente não existe, por isso, sem reclamações a respeito de como a Kara usa seus poderes, não é um documentário.

– Emma Caufield, a Anya de Buffy a Caça Vampiros, fez o seu debut neste episódio, como a agente do FBI Cameron Chase. Na nona arte Cameron é especializada em ameaças meta-humanas. Seu pai foi um vigilante, morto enquanto ela ainda era criança. Sabe o mais legal? Ela tem um superpoder, a habilidade de desligar os superpoderes de outros meta.

– O brinquedo que o Winn recebe com a mensagem de seu pai é extremamente semelhante a Jack Nimball, o segundo Homem-Brinquedo.

– Na série o Schott diz para Winn que iria matar Chester Dunholtz, o chefe que roubou seu design e “acabou com sua vida”. Nos quadrinhos Chester foi um garoto responsável por roubar o primeiro brinquedo que Winslow fez, um avião de brinquedo. Dunholtz foi responsabilizado na Era de Prata por ter motivado Schott a se tornar o Homem-Brinquedo.

– Este episódio de Supergirl foi escrito por Bryan Q. Miller, o mesmo responsável por escrever o capítulo de Smallville em que Toyman utiliza um dispositivo para controlar a Lois Lane, na tentativa de fazê-la matar por ele. Também foi neste episódio que a Kara apareceu pela última vez na série do Clark Kent.

– Assim como nas adaptações live action, a presença de Winslow Schott nos quadrinhos é diversa. Na linha pós-crise nas infinitas terras, antes deFlashpoint (base da maioria das histórias da Supergirl na série) a empresa de Schott foi comprada pela LexCorp. O objetivo de vingança do Schott era o de matar Lex Luthor, mas o Superman o impediu e o vilão terminou na cadeia, alimentando então outra meta, eliminar o Superman.

– Uma das histórias mais terríveis do Homem-Brinquedo envolve o filho de Cat Grant, Adam. A grande fraqueza de Winslow sempre foram as crianças, que ele jurou jamais ferir. Em determinado momento Schott decide sequestrar crianças negligenciadas pelos pais, entre elas o próprio Adam. O garoto que sempre foi um fã do Superboy acabou libertando os reféns, mas terminou morto no processo. Após o evento Winslow decidiu abandonar suas roupas coloridas e passou a se vestir-se de preto, até ser apreendido.

– A Van Kull Segurança Máxima é uma prisão localizada nos arredores de Metrópolis. Sua primeira aparição foi em Power Company: Livro 1 de março de 2002.

– O Superman já inalou gás tóxico, assim como a prima, em Superman #9 de John Byrne.

Créditos: Série Maníacos

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