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Review de Diego Antunes

Continua o show de interpretação de Melissa Benoist em Supergirl.

Um dos melhores momentos ao assistir Supergirl é poder ver um leque altamente talentoso e diverso de atrizes e atores. Todos são absolutamente competentes e enriquecem o roteiro da série semanalmente. Mas é Melissa Benoist quem consegue ilustrar perfeitamente todo o sentimentalismo necessário para trazer a Supergirl para o mundo real. É tanta complexidade e carisma que eu não consigo sentir nada além de extremo amor pela personagem. É muito interessante ver como funciona a dinâmica entre heroína superforte, veloz e a prova de balas com a assistente cuidadosa e preocupada, cheia de princípios. Todo mundo sabe que Clark Kent é a fantasia e Superman a verdadeira face do homem, mas em Supergirl tudo é muito mais amplo, mais cheio de personalidade. Sim, também existe a mesma separação entre quem está por trás da capa e quem realmente é a “pessoa de verdade” para Kara, porém, com uma dimensão que eu nunca antes testemunhei na família Super, mesmo em Smallville, que enfrentava a limitação de Tom Welling como ator – Arrow feelings.

Eu sempre apontei em meus textos que Supergirl é a definitiva série que captura a essência do Superman e demonstra exatamente o que o Homem de Aço nunca conseguiu ser em suas mais recentes interpretações, tanto no cinema quanto nas histórias em quadrinhos. Superman deste mundo não mata, o código do herói segue firme, mesmo que através de uma menção e não do que anda acontecendo no cinema, por exemplo. Supergirl deixa bem claro que o ideal de heroísmo que ela defende será seguido independente do ressentimento sentido por sua tia. Manter esta linha não será uma missão simples, já que eventualmente algum vilão terminará por forçar a mão da Supergirl para este caminho. Contudo, em sua essência, Kara é uma boa pessoa e manterá a mesma mão firme, até quando tomada por dor e emoções extremas. E todos nós sabemos que é muito mais fácil machucar alguém que amamos do que quem odiamos, não é mesmo?

O fato é que Supergirl conseguiu balancear bem o clima mais pesado de Hostile Takeover, com o problema criado a partir do vazamento de e-mails da Cat Grant. Existe uma grande preocupação em dar sentido à vida pessoal da Kara e também a sua missão como protetora de National City. Facilmente poderíamos desprezar que existe um emprego, jogar todo mundo dentro de uma versão DEO para civis como Winn e James, optando por fazer uma fusão entre pessoal, profissional e vocacional. Supergirl não se rende a timidez e lança mão de todos os artifícios necessários para que a compreensão e interpretação seja ampla e englobe ambos os lados. E quer coisa mais divertida do que todo mundo brincando de espião?

Existem algumas coisas que me incomodam dentro da série, claro. Não consigo deixar de pontuar que apesar de sempre acertar bastante em seus efeitos especiais, algumas cenas de voo acabaram ficando um pouco artificiais, especialmente quando ambas as atrizes estavam próximas uma da outra. Já o outro aspecto que não tem me deixado animado é a constante intromissão do DEO no andamento da construção da heroína Supergirl. Ter uma agência governamental ditando o que a heroína pode ou não fazer, quando ela deve ou não descansar, quais batalhas escolher e como lidar com a ameaça de Astra não enriquece a proposta de empoderamento feminino, mas até que aprofunda o relacionamento entre irmã mais velha e mais nova, mas só quando Alex está envolvida. Quando é Hank, nem tanto.

Ao ter sua identidade revelada por Cat Grant os roteiristas apontaram exatamente o ritmo que anda sendo empregado pela série desde seu episódio piloto. A velocidade com que a história progride é algo extremamente bom para a trama e crescimento de Kara. Ao mesmo tempo elucidamos de uma vez por todas que a inteligência de Cat não é uma cortina de fumaça, mas sim uma verdade dentro do mundo de empresários sacanas e julgamento social. É bem fácil entender que muitas pessoas optam por não ver Kara como Supergirl por desprezarem a assistente e não conseguir comparar a frágil mulher com a heroína invulnerável e poderosa. Seria totalmente aceitável ter esta charada perdurando por mais episódios se a humanização e aprofundamento de Cat não tivesse mostrado um lado completamente oposto a esta regra de não identificação de identidades secretas. Cat nota a presença de Kara e compreende a importância dela, por isso, a conexão entre ela e a Supergirl se tornou praticamente uma obrigação da série.

Como iremos lidar com a revelação ainda é um mistério, mas imagino que será extremamente interessante ter a nova dinâmica para o crescimento das personagens, especialmente a Cat. Espero que nenhum dispositivo emergencial do roteiro seja utilizado para fazer com que a Cat esqueça absolutamente tudo. O risco de que a dona da CatCo caia na repetição se isso acontecer é muito grande. O papel desempenhado por Calista Flockhart possui poucas notas a serem exploradas. Um filho “escondido”, ter a Supergirl como assistente, são elementos novos que com certeza impulsionam a mudança e a expansão da personagem.

O próprio discurso do James pode ser considerado como uma abertura e distanciamento. Ao incitar o Winn a perseguir o sentimento que nutre por Kara ele se afasta da amiga e reforça a sua escolha. É com Lucy que ele quer ficar, resta saber se por desejo próprio ou por medo de prejudicar o que tem com a Kara. De qualquer forma a série está sabendo exatamente como lidar com seus coadjuvantes. Hostile Takeover é a maneira ideal para progredir a trama de Astra, além de nos oferecer novamente um momento especial para Melissa mostrar do que é capaz. Amar Supergirl é parte da minha experiência com a série e que Rao permita uma renovação.

Easter Eggs e outras informações

– Finalmente a DC decidiu lançar uma HQ atual da Supergirl, baseada na linha temporal da série, porém sem a afetar diretamente. O nome é Adventures of Supergirl, que será lançada inicialmente em formato digital, para depois ganhar uma versão impressa. Quem assina o primeiro número é Sterling Gates (Superman: The Last Stand of New Krypon), com arte de Bengal (Batgirl: Endgame).

– Comandante Gor, um dos capangas da Astra, teve participação marcante em World of New Krypton. O personagem foi um líder da tropa kryptoniana e por várias vezes entrou em conflito com a família Super.

– Rapidamente durante o flashback em Krypton é mencionado Rao. Rao é o nome da entidade divina cultuada no planeta.

– Dirk Armstrong, ou como a Cat prefere “a personificação do privilégio para homens brancos”, já foi colunista no Planeta Diário e um bem conservador. Quando o jornal é comprado pelo Lex Luthor, Dirk é um dos poucos que permanece, especialmente por não ser um grande fã do Superman.

– Opal city é a cidade de Adam Grant, mas também já foi referenciada em Arrow e The Flash. E de lá que vem o Starman.

– Falando em Adam Grant na nona arte existe uma conexão entre um personagem chamado Adam, ligado a Cat Grant e que encontrou um grande problema através do Toyman. Só para não deixar você se esquecer, o Toyman já foi confirmado para esta temporada de Supergirl, ele é pai do Winn.

– Cat chama a Kara de anjo da guarda. Muito que bem, em uma dimensão paralela a Supergirl já teve asas e tudo mais.

– Supergirl volta dia 04 de janeiro.

Créditos: Série Maníacos

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