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Review de Diego Antunes

Surpresas e muito sentimento no episódio mais emocionante de Supergirl.

Não me canso de dizer para quem quiser ouvir, quer seja em um barzinho, ou quando me perguntam qual série derivada do universo adaptado dos quadrinhos eu recomendo, a resposta sempre é Supergirl. Mesmo cobrindo The Flash, Demolidor e Agents of S.H.I.E.L.D. atualmente, não me canso de enaltecer a produção de Supergirl e tudo o que ela oferece para quem ainda não conhece nada de comic books, ou nunca se interessou pelo mundo de heróis de papel. A leveza, o ar heroico e os constantes discursos de empoderamento me conduzem a considerar a série da Kara Zor-El como uma das mais poderosas e fiéis ao material de origem. No episódio desta semana então, a aura emocionante, as revelações e o sentimentalismo colocados no roteiro não me decepcionaram em nenhum momento. Foi perfeito.

Facilmente considero Human for a Day como o episódio que mais soube ser “de super-herói” em todas as séries já exibidas neste ano de 2015. Ter Kara drenada e sem poderes deu a oportunidade necessária para transformar tudo em épico, em mais. Existe sempre aquele interesse por ver o lado humano de cada personagem. As pequenas interações, os momentos em que eles fazem coisas que todos nós fazemos, tudo isso conta pontos positivos para séries que empregam o fantástico e fantasioso em sua trama. Toda a proposta deste sétimo episódio foi a de mostrar que para ser o herói de alguém não é preciso ter poderes inumanos, ao contrário, só é necessário ter um coração. Saber que o mundo precisa de você não é um exercício que muitos colocam em prática. É fácil escrever um textão nas redes sociais enquanto as pessoas do seu bairro, da sua cidade, precisam de ajuda. Sair da zona de conforto é muito mais complexo do que se imagina. E como protetora e imagem de esperança para os habitantes de National City, Kara entende sua função e sabe que sem poderes o alcance de sua influência e capacidade diminuem consideravelmente. Nada disso a parou, nenhum problema a fez desistir de ser quem ela realmente é, no seu interior.

Como eu já disse anteriormente, Supergirl não é uma série para todo mundo. Não importa que você tenha consumido avidamente três temporadas de Arrow, dez de Smallville, tenha maratonado Demolidor e Jessica Jones e após muito sofrimento, se apaixonado por Agents of S.H.I.E.L.D. Supergirl é diferente de tudo o que já foi feito, mesmo mantendo similaridade com várias outras produções. Ela é leve e inspiradora, mais focada e preocupada em trabalhar seus personagens do que em criar cenas para emoldurar, ou explicações confusas saídas da força da aceleração, poço de Lázaro ou pedras que transportam pessoas para outro planeta. Não, o poder real de Supergirl está em seus discursos, vistos por muitos como clichê e fracos, mas totalmente condizentes com a aura dos quadrinhos que a série está propondo. Supergirl é aquilo que o Superman nunca foi no live action. É uma série leve, com conceitos básicos sobre o que é ser um super-herói, mas com ação e muito sentimento.

O momento em que a Supergirl aparece sobrevoando o lado externo da CatCo e diz para Cat que ela é a fonte de inspiração da heroína, eu fiquei verdadeiramente emocionado. Foi apenas mais uma cena deste sétimo episódio que me arrepiou os pelos do braço, mas acredito fielmente que não será o último. Eu havia pensando que a cena com o Tornado Vermelho tinha sido forte, ledo engano, toda a escala foi potencializada mais uma vez. Quem diria que para transformar Kara em uma personagem mais forte, a série precisaria retirar seus poderes?

Também vale dizer que praticamente todos os coadjuvantes tiveram momentos válidos durante o episódio. Até o DEO, que vejo muitas pessoas reclamando, desenvolveu todo um clima sombrio e digno de filmes de terror found footage. O mais importante, é claro, veio da revelação de que o Hank Henshaw é na verdade o Caçador de Marte. Neste ponto a série foi ousada e conseguiu surpreender positivamente. Para quem não andou lendo a sessão de easter eggs e outras informações, o personagem nos quadrinhos é conhecido como Superciborgue, um vilão vingativo que odeia alienígenas, em especial os da família Super. Ao transformar Hank no Marciano a série demonstrou novamente aquela ousadia já antes exibida no episódio em que o “vilão” se suicida, para depois ser revelado que tudo era uma armação do Maxwell Lord. Uma surpresa assim não pode ser levada levianamente, especialmente quando estamos lidando com um personagem do peso de J’onn J’onzz.

Tudo girou ao redor do egoísmo e altruísmo. E veja que interessante, dois personagens conseguiram encapsular o oposto do que é ser um herói. Winn e Maxwell Lord exemplificaram o aspecto errado de quem está lutando por proveito próprio, mas com ar de heroísmo. Até agora eu optei por não mencionar a respeito do Winn, especialmente por não ter desenvolvido nenhuma conclusão a respeito do personagem. Existe todo aquele ar de possível par romântico incompreendido, do rapaz que é inteligente, mas não é notado pela mocinha. Uma inversão do que já é feito excessivamente em outras produções do gênero. Logo, não me interessava. Porém, a maneira com que ele optou por demonstrar seu egoísmo e o efeito que teve em Kara não poderá passar desapercebido. Winn não é um amigo de verdade, ele é uma pessoa apaixonada. Para ele não ter a garota é frustrante, logo, sua atitude instintiva é a de colocar Kara para baixo, fazendo-a adotar a postura de uma “destruidora de lares”, algo que ela não é. Pedir desculpas por receber um abraço, ou ter que viver pisando em ovos para não magoar o amigo é uma situação extremamente comum, mas altamente cruel. Kara já percebeu que Winn nutre sentimentos por ela, mas não avançou nenhum sinal por não sentir o mesmo. Espero que a série trabalhe este lado através de seu discurso feminista. São várias as meninas que passam por problemas como este.

Human for a Day é um episódio excelente, por vários motivos diferentes. James teve seu momento para brilhar, uma ótima oportunidade para Mehcad Brooks mostrar sua desenvoltura no papel do ex fotógrafo. A trilha sonora, a montagem das cenas, foi o suficiente para que eu me apaixonasse ainda mais por Supergirl. Já estamos perto de atingir a marca da meia temporada e até agora estou mais do que satisfeito com o trabalho de Ali Adler, produtora da série. Com Astra de volta ao foco no próximo episódio, o último do ano de 2015, tudo deverá ficar melhor. E que tudo continue do jeito que está, cheio de sentimento e heroísmo.

Easter eggs e outras informações

– Solar Flare, poder criado recentemente por Geoff Johns e John Romita Jr. teve sua primeira adaptação live action em Supergirl. O poder, porém, foi visto no episódio anterior, mas só ganhou o nome oficial em Human for a Day. O conceito é de que os membros da família super são verdadeiras baterias vivas, que armazenam a radiação solar e através dela conseguem poderes. O Solar Flare então é a canalização de todo o poder em um único e devastador ataque, drenando toda a energia estocada.

– Pela segunda vez Supergirl transformou um personagem bom em vilão. Jemm, o filho de Saturno, é amigo do Caçador de Marte e um príncipe bondoso, mas só nos quadrinhos mesmo. Para quem assistiu Constantine, o personagem foi interpretado por Charles Halford, que na série do investigador sobrenatural encarnou o motorista de táxi Chas.

– J’onn Jonzz, ou o Caçador de Marte, também já teve participação em várias mídias da DC Comics, indo de jogos, animação para série de TV. Sua última aparição em carne e osso havia sido em Smallville, onde foi interpretado por Phil Morris. Caçador de Marte tem uma história trágica, ele é o único sobrevivente de sua raça, após um holocausto que matou sua mulher e filha e quase o levou a loucura. Entre seus poderes podemos citar: Super-força, super-velocidade, telepatia, intangibilidade e a habilidade de se transformar em qualquer pessoa.

– Cat tem o costume de chamar Winn de Whit, que é um personagem saído dos quadrinhos e funcionário do Planeta Diário, antiga “casa” da Cat Grant em Metrópoles.

– A cena em que a Supergirl entra na mercearia e se posiciona em frente a arma é bem similar a algo que já aconteceu com o Superman, logo após ele revelar sua identidade secreta para o Jimmy Olsen.

– Nos quadrinhos o pai do James Olsen é um agente secreto do governo americano. Após seu desaparecimento o James chega a procurar respostas em um universo alternativo.

– O próximo episódio será o último do ano para Supergirl. Não se preocupem, a série retornará após duas semanas, no dia 4 de janeiro.

Créditos: Série Maníacos

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