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Review de Diego Antunes

Mesmo com um episódio adiado, Supergirl ainda mantém sua força e foco.

Devido aos atentados que ocorreram na França, o episódio de número 4 de Supergirl foi adiado. Livewire deveria surgir como o quinto da primeira temporada da série, mas seguirá oficialmente como o quarto capítulo da história da Supergirl.

Vocês já devem ter reparado que o foco de Supergirl é nas relações entre as mais diferentes e poderosas mulheres e figuras femininas. De uma forma geral, podemos fundir todas as personagens como parte de uma imagem só, de uma única e diversa luta. A série funciona de uma maneira que não diminui a participação dos homens, mas deixa o holofote inteiramente nas mulheres. Winn e James existem, mas apesar de terem importância dentro da trama, podem facilmente ser excluídos sem que exista um demérito. Em muitas produções o que acontece é exatamente o oposto, tiram-se os homens, ficam os interesses amorosos. Não em Supergirl.

O mais importante é notar que diferente de todas as outras adaptações de personagens das histórias em quadrinhos, essa foi a primeira vez em que a relação mais importante e delimitadora para a personagem principal foi com a mãe. Mesmo com a falecida Birds of Prey, a carga dramática vinha pelo fato da heroína ser a filha do Batman. Smallville, Arrow, até mesmo Agents of S.H.I.E.L.D., o conflito começa com a figura paterna, pelo menos inicialmente. Em Flash temos uma predominância de figuras paternas, três em pelo menos cada episódio, assumidas pelo pai, professor, mentor, etc. Mesmo com a mãe do Barry tendo falecido, pouco se toca no assunto da maternidade. Voltando a Supergirl, valorizo bastante quando a série volta sua atenção para o lado humano de sua história, mesmo quando estamos lidando com alienígenas.

Sabe o que mais me agradou em Livewire? A fuga do clichê. Kara nunca teve problemas com a mãe, com treze anos de idade ela foi amada, protegida e ensinada, mas não chegou a conhecer o outro lado da responsabilidade de Alura como mãe. Ao contrário, ela foi extremamente blindada por sua mãe adotiva, Eliza. Quem sofreu dobrado foi Alex, que passou de filha única para irmã mais velha em um dia, mas com a responsabilidade de anos. Tudo bem que a atuação da Chyler precisou compensar pela falta de habilidade da Helen Slater em passar uma emoção mais compatível, mas eu amei simplesmente todos os momentos em que a personagem Alex precisou, através da empatia e reclusão, mostrar que ela sempre trabalhou para atingir as expectativas que a mãe colocou sobre ela. Entretanto, o diálogo final entre as duas foi sim suficiente para mostrar a carga emocional envolvida naquele relacionamento, por mais que Slater não seja a decisão mais acertada para o papel – Fica fácil entender que, se não fosse por seu papel de Supergirl nos anos 80, ela nunca estaria ali.

O relacionamento entre mãe e filha respinga até mesmo na vilã e em sua história com Cat. Enquanto Cat reconhece a importância da Supergirl para a defesa do empoderamento feminino, sua pupila não consegue ver além do que lhe foi apresentado por anos, pela mesma Cat. Supergirl é, aos olhos da Cat e de toda National City, uma criança da CatCO e de tudo o que a empresa fez para registrar o nome e domínio em cima da heroína. Só que, ao passo que Cat luta para fazer o mundo entender o que a Supergirl representa, Leslie toma como comportamento base aquilo que estava sendo praticado anteriormente. As duas podem ser vistas como crias da Cat, com a diferença de que a Kara já era alguém, mesmo profissionalmente, antes da Cat Grant aparecer em sua vida. Leslie “cresceu” através de outro viés, o corrompido de quem corrompe.

Fica então compreensível entender que o caminho de maldade da Leslie, interpretada brilhantemente pela Brit Morgan, já existia muito antes de sua transformação em Curto-Circuito. Tanto que esse lado mais didático do episódio nem precisava existir, não com tanta ênfase. Fica bem simples perceber que Leslie não era uma boa pessoa, que se transformou em vilã por causa dos seus poderes. Quando ela questiona a roupa, sexualidade e personalidade de outra mulher, em público, ela falha com a missão e despreza o conceito feminista que ela mesma representa. Logo, vê-la querendo dar um fim em Supergirl e Cat é esperado, além de ter dado o aprofundamento que eu queria ter visto na líder do império CatCo. Calista é uma ótima atriz, mas a série estava, até então, prezando por uma dinâmica plastificada de um clichê. Aqui, no quarto (quinto) episódio, existe todo um trabalho para transformar o mito em mulher novamente. O relacionamento quebrado com a mãe, algo que ela diz ser mais comum do que a Kara imagina, seu lado protetor e a revelação de que ela sempre trabalha no Dia de Ação de Graças, por não ter ninguém, mostram aquela boa e velha vulnerabilidade, traço que ajuda na hora de simpatizar com a personagem, e que vale para todos.

Também não posso deixar de comentar sobre Kevin Tancharoen, o diretor de Livewire. Kevin já é conhecido pelo seu trabalho com a série Mortal Kombat: Legacy, mas o que poucos sabem, é que ele já esteve também em The Flash e Agents of S.H.I.E.L.D., série cocriada e produzida por sua irmã, Maurissa Tancharoen. Kevin entende bem de cenas de ação, mas foi a primeira vez que o vi tão mergulhado em questões mais dramáticas. Em The Flash ele dirigiu o encontro entre Felicity, Ray Palmer e Barry, mas seu brilho mesmo veio de MAoS, onde ele conduziu com maestria a luta entre May e sua “réplica”, além do crossover com Age of Ultron no ano passado. Sua identidade pode ser notada em Supergirl através da maravilhosa sequência de luta entre Curto-Circuito e Supergirl. O uso dos chicotes de energia, além da boa coreografia dosando voo e socos, casou bem com o ritmo que a personagem impõe quando começa a pancadaria. Se eu já estava feliz antes, agora estou nas nuvens. Também continuo não entendendo todo o ódio direcionado as cenas de luta e efeitos especiais da série, a melhor já feita em termos de adaptação de superpoderes.

Como quarto episódio Livewire funciona mais do que o esperado, elevando a carga emocional e dando maior dimensão para as personagens. Além do relacionamento entre mãe e filha, também ficamos sabendo um pouco mais sobre o passado misterioso do Henshaw com a família Danvers, além de ver o eterno Superman romântico, Dean Cain. É uma pena que a série não tenha, até agora, mencionado a tia da Kara, sendo esse o único ponto negativo que encontrei até o momento. Contudo, a revelação de que existe algo errado mostra que Supergirl está disposta a seguir o ritmo com passos mais acelerados do que o esperado, só não para a tia, por enquanto.

Easter Eggs e outras informações

– Se você já assistiu a série animada do Superman, da década de 90, com certeza já conhece a Curto-Circuito/Livewire. A personagem que foi criada exclusivamente para a animação, caiu no gosto do público e migrou para outras plataformas.

– A origem da Curto-Circuito é bem complicada, já que a personagem surgiu (no papel) em 1997, na revista Superman Adventures #5, mas só conseguiu fazer parte do cânone da DC em 2006, já que até então ela só era parte da série animada e a linha ‘Superman Adventures’ não era conectada diretamente a história do Superman nos quadrinhos.  Sua primeira aparição oficial como parte da DC na nona arte foi em Action Comics #835 (2006). Ela age hoje como uma vilã recorrente da Batgirl.

– No reboot dos novos 52 a Curto-Circuito faz parte da Sociedade de Criminosos da América.

– Conforme já informado na sessão de easter eggs do primeiro episódio, os pais adotivos da Kara, Eliza e Jeremiah, são interpretados por atores que já se envolveram com produções da família super. Helen Slater assumiu o manto de Supergirl no filme de 1984 e Dean Cain interpretou o Clark Kent na série “Lois & Clark: As novas aventuras do Superman”, por quatro anos. Cain também participou de Smallville como o vilão Curtis Knox.

– Sobre a informação anterior, o Curtis Knox era para ser, inicialmente, o vilão Vandal Savage, mas o personagem não foi liberado pela DC Comics para participar de Smallville, por isso o renomearam. O embargo parece ter terminado e Vandal Savage será o antagonista de Lendas do Amanhã.

– A transferência de poderes entre um membro da família Super e um raio não é novidade. Em Smallville o Clark teve os poderes roubados através de uma mistura de kryptonita e eletricidade duas vezes, pelo mesmo personagem, Eric. Lana também já conseguiu poderes de forma parecida, quando ela e Clark foram atingidos por um raio.

– Nos quadrinhos o Superman derrota o androide Henshaw no arco Reino dos Supermen! De maneira inversa a apresentada no episódio, com a transformação da Curto-Cuito, é como o Superman consegue os seus poderes de volta.

– Elemento X nos quadrinhos é conhecido como fogo dos deuses, uma fonte de energia descoberta pelos novos deuses. Este elemento é uma fonte de poder cósmica conectada a chamada Caixa-Pai e Caixa-Mãe. Vale lembrar que existe a chance de que Arrow esteja lidando com uma dessas caixas, conectada aos novos deuses e ao próprio vilão Darkseid e ao planeta Apokolips. Ou talvez a de Arrow seja apenas um Absorbascon, objeto conectado a mitologia de Thanagar (Mulher e Homem-Gavião) e que permite a leitura da mente de outras formas de vida inteligente.

– Foram feitas menções a Arquivo-X, Caça Fantasmas e Orphan Black.

– Quando o Henshaw se apresenta para os Denvers, ele usa o nome ‘agente Munro’. Munro tem conexão direta com o Superman, já que após o evento de Crise nas Infinitas Terras ele assumiu para si os eventos da Era de Ouro do Superman. Futuramente ele trabalhou com a agente do DEO, Cameron Chase, que irá participar de Supergirl, interpretada pela ótima Emma Caulfield (Buffy). Em Superman #174 o agente Munro se une ao Superman e a Curto-Circuito (neste arco não mais uma vilã).

– Nos quadrinhos a Cat Grant é uma ex-alcoólatra, por isso seu consumo de chá gelado.

– O pai do Winn, que está preso, é o Toyman, vilão clássico da DC que fabrica brinquedos e os usa como armas. Ele já foi interpretado por Sherman Hemsley e Grant Shaud, em Lois & Clark, e Chris Gauthier, em Smallville. Ele já foi anunciado como parte da primeira temporada de Supergirl, com o ator Henry Czerny.

Créditos: Série Maníacos

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