NOTÍCIAS RECENTES
  • SUPERGIRL É RENOVADA PARA A 2ª TEMPORADA E MIGRA PARA A THE CW
  • BOX EM DVD E BLU-RAY DA 1ª TEMPORADA ESTÃO DISPONÍVEIS PARA PRÉ-VENDA
  • BASTIDORES: MELISSA BENOIST FALA SOBRE SEU PAPEL NA 2ª TEMPORADA
  • SPOILER: PRODUTOR ANDREW KREISBERG FALA SOBRE SEGUNDA TEMPORADA
  • AUDIÊNCIAS DA PRIMEIRA TEMPORADA
jquery slideshow by WOWSlider.com v8.0
NOSSAS REDES SOCIAIS

Instagram Facebook Twitter Youtube


Review por Diego Antunes

Qual o seu problema com a garota em Supergirl?

Assim que o trailer de Supergirl foi liberado na rede, muito se comentou a respeito do ar mais leve e cômico que a série adotaria para representar a prima do Superman. Muitos questionaram e chegaram a comparar a série com o Diabo Veste Prada, como se isso fosse algo ruim, ou diminuísse a jornada de Kara Zor-El. Comentários que colocavam a produção em um patamar abaixo de Arrow, ou Flash, por exemplo, instigando o pensamento de que: Aquela não era uma personagem que fazia jus ao nome e suas motivações eram “infantis”. Com um piloto vazado seis meses antes da estreia e muito para provar em um mar de criticismo, Supergirl chegou e destruiu tudo em seu caminho, para assim, demonstrar que existe espaço para as garotas em um mercado cada vez mais dedicado aos homens.

Por dez anos acompanhamos a história de Clark Kent na televisão, seus desejos, seus desafios e seu crescimento. Smallville era sobre a jornada do herói, um adolescente que lentamente se tornou adulto diante de nossos olhos, mas que nunca se desligou de princípios como: família, amor e carreira. A mesma Smallville, que nada mais era do que o caminho de Clark Kent buscando descobrir mais sobre suas origens, enquanto se preocupava com a menina mais bonita da escola, que sempre o fazia tropeçar de tanta emoção (leia Kryptonita no colar). Mas tudo bem, o menino pode trilhar um caminho de autoconhecimento, se apaixonar e ter por muito tempo apenas um objetivo, conseguir a garota, mas Deus me livre se uma mulher tentar o mesmo, não encaixa. Ah, mas encaixa sim. Qual o problema com a Kara querer um namorado, ou gaguejar na frente do amigo de trabalho bonitão? Uma vida comum? Um emprego no ramo da moda? Qual o seu problema com isso? Qual o seu problema com a garota em Supergirl?

“Eu sou uma garota e sua chefe, e poderosa, e rica, e gostosa, e inteligente. Então se você vê Supergirl como qualquer coisa, menos excelente, o problema verdadeiro não é… Você? ”

Como episódio piloto eu gosto de ver Kara como uma preparação para algo maior, mas não de uma forma pesada, carregada de promessas e conexões com as histórias em quadrinhos, ou um mundo sombrio, que tem se tornado uma “regra”. Nada disso, estamos observando um mercado que aceita a inclusão de uma garota forte, que quer amar, ser amada e reconhecida, assim como várias outras e outros também. Você pode querer uma mulher e não tem problema nenhum com a abordagem mais adulta, por isso te recomendo assistir Agent Carter, mas não te recomento assistir apenas as aventuras de Peggy, Kara também tem muito a acrescentar e diminuir a existência de uma personagem tão icônica, única e exclusivamente porque ela não carrega a bandeira de um feminismo mais agressivo, é errado.

Tudo bem, a música no trailer e as cenas escolhidas demonstraram uma abordagem um pouco diferente da explorada no episódio. Lá, a música romântica, as cenas da menina atrapalhada com a chefe carrancuda deixaram mesmo uma impressão infantilizada. Entretanto, e eu imagino que tenha sido o motivo do “vazamento”, o piloto não é limitado da mesma forma. Kara é tudo aquilo que esperávamos através da prévia de seis minutos, mas também é muito mais. Existe sim o caminho das HQs para ser traçado, existe também o aprofundamento da vida pessoal e humana da alienígena de Krpyton.

Entrando dentro do episódio e da criação da mitologia da Supergirl, eu fiquei contente em ter o Superman sendo citado, de uma forma que não desmerece a existência da Supergirl e que não a ofusca. Entendo que dificilmente a série irá mostrar o rosto do personagem, já que a Warner tem uma política muito restrita a respeito da utilização de seus dois grandiosos nomes, Batman e Superman. Tanto que em Gotham Bruce Wayne existe, mas o Batman mesmo, dificilmente vai dar as caras por lá, mesmo que ela dure dez anos. Contudo, já conseguimos ver (escondido pelo sol amarelo) o grande salvador do planeta Terra.

O mais interessante é ver que o impacto do Super na vida dos humanos deverá ser o grande responsável pela aceitação e medo que o público sentirá de Kara, no começo eu creio que a aceitação será bem maior. A mesma trama que será desenvolvida em Superman V Batman e que foi mencionada por Hank. Existem sim aqueles que amam e tantos outros que tem até mesmo medo de dizer como realmente se sentem. É então que aparece o plot central, que deverá ficar centralizada nos outros alienígenas e no crescimento de Kara, enquanto trabalha ao lado da irmã e da perigosa instituição de controle a ameaças extraterrestres.

Em um episódio Kara já voou (beijo Smallville), enfrentou um vilão saído da Zona Fantasma e provou que pode sim proteger National City. Fica o agradecimento por terem transformado a história de origem da personagem (enquanto criança) em um take de flashback rápido e bem competente. Todo mundo sabe quem é o Clark Kent/Superman, já outras pessoas (que nunca leram uma HQ, ou assistiram Smallville) não tem ideia de quem é Kara, e é até compreensivo nunca terem escutado falar na prima mais nova, que é mais velha. Logo, tudo cooperou e muito para que o episódio fosse leve e ao mesmo tempo carregado de informações.

O desempenho da atriz não é ruim, mas as caras e bocas foram um pouco demais para apenas quarenta minutos. Contudo, preciso dar um voto de confiança em Melissa Benoist, que encarnou bem o papel de uma garota que nunca precisou lutar, mas que sabe dar uns socos (e levar vários) quando precisa. Imagino que em pouco tempo ela já terá demonstrado total domínio sobre a personagem, as vezes demora um pouco mais, em Agents of S.H.I.E.L.D. a Chloe Bennet demorou um bom tempo para se sentir confortável na pele da Skye.

Dos personagens coadjuvantes eu fiquei bem satisfeito com a irmã da Kara, a eterna Lexi Grey, que já soltou a verdade a respeito da sua inveja e pontuou de uma forma bem concisa que: Não tem problema algum ela ser uma menina. O mesmo vale para Cat Grant, que não é nenhuma novata no mundo das adaptações do Super. Adorei Calista Flockhart interpretando com exatidão a chefe de um império das comunicações. É meio Miranda Piestly? É, mas saiba que Cat veio muito antes disso, se não acredita, é só pesquisar ou dar uma conferida na zona de easter eggs e outras informações.

Do que eu não gostei exatamente? O final. A tia irmã gêmea da mãe me coloca um pouco de medo, não no sentido de risco para a personagem, mas de um direcionamento um pouco clichê. Saber que em determinado segmento ela assumirá a identidade de Alura e tentará convencer Kara de que ela é sua mãe não me deixa muito contente. Alguns clichês são inevitáveis, porém, este poderia muito ser deixado de lado. Com um presídio intergaláctico liberando bandidos perigosos, que tivessem inserido qualquer vilão, escolher a tia gêmea má foi um pouco estranho (já que nem conhecida ela é), parece uma forma de justificar o ódio da mulher e os constantes ataques que Kara sofrerá durante seu ano de estreia.

Existem várias séries que centralizam a mulher em um papel parecido com o de Kara. Buffy foi assim por grande parte dos seus sete anos de vida. Nós acompanhamos a caçadora em seus dilemas como: Problemas escolares, amigos, namorado vampiro com alma, desavenças com a mãe… Então, porque raios é um problema quando Supergirl tenta fazer o mesmo? Que mercado é esse que quer heróis e heroínas com os mesmos desejos e vontades? Existem pessoas que vivem bem sem um relacionamento, existem outras que não. C’est la vie! E ainda não temos a ideia do que vem pela frente. Pode ser mais do mesmo? Pode. Mas também pode não ser apenas isso e eu tenho certeza de que não será. Não julgue o livro pela capa, não julgue a série pelo seu episódio piloto, mesmo que você tenha gostado do que foi apresentado e eu gostei muito.

O grande ponto de entendimento é saber que, se você não gostou do piloto da Supergirl e acha que é “comédia romântica demais”, é “Diabo Veste Prada”, ou qualquer tipo de pensamento que rotule a série como “para meninas”, entenda uma coisa: Talvez a série não tenha sido feita para você, conforme-se, eu sei que dói ser excluído do público alvo, mas provavelmente é assim que muitas garotas se sentem, com mais frequência ainda. Quer reclamar de alguma coisa? Reclame da falta de organização da Warner, que colocou Supergirl para competir com Gotham, duas séries “da casa”. Quer reclamar? Reclame da escolha da atriz, do uniforme, mas não venha reclamar do clima da série com a justificativa de que tudo precisa ser Demolidor, ou com um discurso político, aceite que diversificar é atender quem ainda não anda sendo representado ultimamente. E existem muitas meninas por aí precisando de uma heroína para se espelhar.

Easter Eggs e outras informações

– Muito se falou a respeito de Supergirl existir no mesmo mundo de Flash e Arrow, bom, dificilmente é uma verdade, pelo menos por enquanto. O que eu imagino: com a recém-chegada do Multiverso, podemos estar encarando uma outra realidade, que em determinado período poderá cruzar com a do Barry e Oliver Queen. A própria CBS já confirmou que Supergirl trilhará seu caminho sozinha por um tempo, até que ela encontre seus “irmãos”.

– Assim como em Homem de Aço, o S é o símbolo da família El, um marco de esperança para o mundo.

–  Cat Grant já apareceu antes em uma série ambientada no universo do Superman, em Lois & Clark ela foi interpretada pela atriz Tracy Scoggins, por apenas uma temporada (a primeira). Em Smallville existiram duas Cats, uma que não era nem um pouco parecida com a versão saída dos quadrinhos e que apareceu na nona temporada e a mais marcante, vivida por Keri Lynn Pratt.

– Os pais adotivos da Kara são interpretados por Helen Slater e Dean Cain, dois nomes conhecidos pelos fãs da DC Comics.

– Helen Slater interpretou a Supergirl no filme de 1984 e a mãe biológica de Clark Kent/Kal-El, Lara em Smallville.

– Já Dean Cain foi o Superman em Lois & Clark e também teve uma participação em Smallville, na pele do vilão imortal Dr. Curtis Knox.

– Essa é um spoiler, então não continue lendo se você não quer perder a surpresa futuramente. O chefe da organização que combate a ameaça extraterreste, Henry Henshaw, se torna um dos vilões da família Super, adotando o nome de Superciborgue. Ele sofre um acidente é enviado para os laboratórios S.T.A.R., onde encontra seu terrível destino pelas mãos de Lex Luthor.

– Outro spoiler, você está avisado – Winslow Schott, ou Winn, amigo da Kara e que a ajuda na criação do uniforme, é o nome de um vilão conhecido da DC, Toyman. Efeito Nevasca/Caitlin Snow, de novo.

– O vilão do episódio é chamado Vartox, nos quadrinhos ele não é um inimigo, mas sim amigo do Superman.

– Ainda falando a respeito da conexão de Supergirl e as outras séries da DC, saibam que um dos momentos mais marcantes da personagem é sua ida ao futuro. Será que Barry terá alguma conexão com a viagem no tempo?

– O orçamento da CBS é bem maior do que o da CW e o reflexo está na qualidade dos efeitos especiais.

Créditos: Série Maníacos

Comentários

Comentário(s)